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Oito autores da Editora Contexto estão entre os finalistas do Prêmio Comunique-se 2010

31 ago

Autores da Editora Contexto são destaques no Prêmio Comunique-se 2010. Entre os finalistas, oito nomes concorrem em oito categorias. Os vencedores serão conhecidos no dia 21 de setembro. Vote e prestigie nossos autores.

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A votação para conhecer os vencedores do Prêmio Comunique-se 2010 já está a todo vapor e termina no dia 10 de setembro. E das 27 categorias do Prêmio Comunique-se 2010, oito selecionaram jornalistas que publicaram livros pela Editora Contexto. Ao todo oito jornalistas escritores foram lembrados pelos colegas das redações brasileiras.

Milton Leite, que em 2010 brindou os leitores com duas obras – As melhores seleções brasileiras de todos os tempos e Os 11 maiores centroavantes do futebol brasileiro, concorre na categoria Locutor Esportivo.

Paulo Vinícius Coelho, o PVC, autor do livro Jornalismo esportivo, concorre em duas categorias: Mídia Impressa (esportes) e Mídia Eletrônica (esportes).

Mauro Beting, que escreveu o livro As melhores seleções estrangeiras de todos os tempos, compete na categoria Mídia Impressa (esportes).

Ricardo Noblat, autor da obra A arte de fazer um jornal diário, foi selecionado nas categorias Mídia Eletrônica (política nacional) e Colunista de Notícias.

Leandro Fortes, autor dos livros Os segredos das redações e Jornalismo investigativo, concorre em Mídia Impressa (política e nacional).

Outro nome de destaque é o da correspondente na China do jornal O Estado de S. Paulo, Cláudia Trevisan. A autora do livro Os chineses foi indicada na categoria Correspondente Brasileiro no Exterior.

Daniel Piza, autor dos livros Jornalismo cultural e Perfis e entrevistas, concorre em Mídia Impressa (cultura).

O apresentador Heródoto Barbeiro, que escreveu o Manual do jornalismo esportivo, completa a lista dos autores indicados, concorrendo em Mídia Eletrônica (política).

Podem participar da votação do Prêmio os usuários que se cadastraram no Portal Comunique-se até o dia 31/07. A votação será auditada pela Deloitte.

Tráfico de smartphones em Cuba amplia possibilidades de comunicação

2 fev

Com toda a mídia controlada pelo governo ditatorial, país caribenho descobre possibilidades de interação a partir da tecnologia 3G, diz blogueira

Os smartphones chegaram a Cuba e, com eles, a possibilidade de conhecer fatos do país não noticiados pela imprensa oficial. A informação foi relatada pela cubana Yoani Sánchez em seu blog Generación Y, que lhe rendeu em 2008 a classificação entre as 100 pessoas mais importantes do mundo pela revista Time. Perseguida pelo governo local, ela escreve clandestinamente de Havana e sua página é proibida para nativos.

“O mesmo mercado que nos tem abastecido de leite em pó e detergente agora oferece conexões ilegais à internet”, escreveu Yoani. “A quantidade de informações quintuplicou, ainda que isso não se deva a uma decisão governamental de nos abastecer de melhores informações, e sim ao desenvolvimento tecnológico, que nos permitiu saltar os cintilantes triunfalistas e os noticiários vazios de conteúdo”, afirmou, em referência aos governantes da ilha, que se autodenominam “triunfalistas” pela vitória na Revolução Cubana em 1959.

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Conheça o livro "De Cuba, com carinho", da blogueira cubana Yoani Sánchez

Graças às redes oferecidas em hotéis e centros comerciais voltados para turistas, já era possível acessar a web. Com as antenas parabólicas clandestinas escondidas em falsas caixas d’água, os sinais de TV, rádio e de tecnologia 3G de outros países são disponibilizados a quem consegue adquirir um smartphone no mercado negro e programá-lo.

Segundo a blogueira, com os celulares inteligentes é possível saber o que acontece de negativo em Cuba “dias” ou “várias semanas” antes que algum meio de comunicação decida noticiá-lo. Os boatos que correm de boca em boca começam a se tornar dados precisos transmitidos em tempo real. Por causa disso, muitos cubanos não assistem mais aos canais de TV, todos estatais, e preferem o que a autora do post chama de “televisão exilada”, transmitida pelos aparelhos contrabandeados.

“A tela de um Nokia ou um Motorola, a superfície brilhante de um CD ou o minúsculo corpinho de uma memória flash acabam com nossa desinformação”, concluiu Yoani Sanchéz. Formada em Linguística, ela mantém o Generación Y desde abril de 2007. Para alimentar o blog, anotava os posts num caderno para depois publicá-los na internet. Em maio do ano passado, conseguiu “criar” um laptop a partir de dispositivos comprados no mercado paralelo. Segundo informações oficiais, 2% da população cubana tem acesso à web.

(via Época Noegócios)

Colóquio – “Resistência e criação: mídia, cultura e lutas no capitalismo cognitivo”

16 out

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), a Escola de Comunicação da UFRJ e a Universidade Nômade promovem, no dia 22 de outubro, às 14 horas, na sala de cursos da FCRB (Rua São Clemente, 134 – RJ)o sétimo encontro do colóquio Resistência e criação: mídia, cultura e lutas no capitalismo cognitivo. A entrada é franca.

Palestrantes
Antonio Martins (Le Monde Diplomatique – Caderno Brasil On Line), Pablo Capilé (Espaço Cubo/MT), Fabio Malini (UFES)

Sobre o colóquio
Organizado pelos pesquisadores Fábio Malini (UFES), Giuseppe Cocco (Universidade Nômade), Henrique Antoun (UFRJ), Ivana Bentes (UFRJ), Lia Calabre (FCRB) e Mauricio Siqueira (FCRB), o evento é composto de oito encontros que acontecem às quintas-feiras ao longo de 2009. A série tem como objetivo discutir as interfaces entre cultura e mídia no capitalismo cognitivo, com ênfase nos conflitos aí presentes e nas possibilidades abertas pelas lutas multitudinárias na construção do comum.

Serão abordadas as atuais contradições das práticas e conceitos internos à crise da comunicação de massa. Este colóquio é, assim, uma oportunidade de reflexão transdisciplinar sobre os movimentos que compõem essas lutas pela apropriação da linguagem e da criação de mídia, suas demandas, seus modos de vida, suas histórias e suas formas de desenvolvimento. Serão tratados temas tais como bioeconomia, trabalho imaterial, direitos autorais e novas políticas culturais.

A imprensa e o dever da liberdade – Eugênio Bucci

1 jul

Eugênio Bucci é um incansável defensor do jornalismo. Do jornalismo que faz a diferença, que cobra os poderosos, que questiona, que é independente. E isso exige liberdade. Sem liberdade, argumenta, não há jornalismo. Em seis capítulos fortes, contundentes e – principalmente – corajosos, Bucci faz um livro imperdível para aqueles que acreditam no jornalismo.

A sociedade tem o direito de contar com os serviços de jornalistas e de veículos noticiosos que sejam ativamente livres, assim como tem direito a hospitais que sejam higienizados e a escolas em que os professores não pratiquem a impostura. É nessa perspectiva que a liberdade será tratada aqui: ela é dever para o jornalista na exata medida em que corresponde ao serviço que é um direito para o cidadão.

Na imprensa, a liberdade encontra de fato uma materialização: ela se traduz no grau de independência dos veículos informativos (e de seus operadores) em relação aos interesses organizados, sejam eles econômicos, políticos, religiosos, sindicais, científicos e assim por diante.

Hoje, várias frentes de interesses concentrados e organizados ameaçam a liberdade indispensável à prática do jornalismo. Eles não vêm apenas das investidas da publicidade, com técnicas invasivas. As novas frentes que concorrem para sitiar a independência partem da indústria do entretenimento, dos governos, da promiscuidade interessada entre fontes e repórteres, do corporativismo, do capital e, também, de ongs. Este livro analisa as principais delas, às vezes a partir de casos reais, em textos que foram elaborados entre 1997 e 2008.

ISBN: 978-85-7244-438-5
Formato: 14 x 21

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://editoracontexto.com.br/produtos.asp?cod=438

A crise do New York Times – Os jornais podem desaparecer?

14 mai

Quando lançamos o livro Os jornais podem desaparecer?, de Philip Meyer, havia um claro indício de que os jornais entrariam, muito em breve, em uma severa crise financeira.

Essa semana a Veja publicou uma matéria sobre o assunto, tratando sobre o inferno vivido pelo jornal americano New York Times. Leia um trecho abaixo:

Pelo mundo afora, os jornais sentem a agulhada de uma conjunção de fatores especialmente desfavoráveis: a recessão mundial, que reduz os gastos com publicidade, e o avanço da internet, que suga anúncios, sobretudo os pequenos e rentáveis classificados, e também serve como fonte – em geral, gratuita – de informações. Na Inglaterra, para sobreviver, os jornais querem leis menos severas para fusão e aquisição de empresas. Na França, o governo duplicou a verba de publicidade e dá isenção tributária a investimentos dos jornais na internet. Mas em nenhum outro lugar a tormenta é tão assustadora quanto nos Estados Unidos. A recessão atropelou os dois maiores anunciantes – o mercado imobiliário e a indústria automobilística –, e a evolução da tecnologia, com seu impacto sísmico na disseminação da informação, se dá numa velocidade alucinante no país. (Agora mesmo, o Twitter, misto de microblog com site de relacionamento criado em São Francisco, passou a ser usado por celebridades, e explodiu: captura 8 300 novos adeptos por hora.)

A matéria ainda traz uma tabela mostrando a enorme queda de circulação de alguns jornais americanos:

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Além da Veja, a Folha de S.Paulo e a Revista Exame também trataram sobre o assunto. Para ler as matérias, clique nas imagens abaixo:

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E para quem tiver interessado em se aprofundar no assunto, segue a introdução do livro Os jornais podem desaparecer?, de Philip Meyer:

INTRODUÇÃO

O jornalismo está em apuros. Este livro é uma tentativa de fazer algo a respeito.

A idéia surgiu na montanha Flattop, Carolina do Norte, no verão de 2001. Estava lendo The Sum of Our Discontent: Why Numbers Make Us Irrational, de David Boyle, e acompanhava uma discussão na internet sobre os cortes de pessoal nos jornais quando vi a possibilidade de fazer uma conexão entre os parâmetros de qualidade no jornalismo e as decisões dos investidores. Por acaso, na biblioteca do dono da casa de veraneio que aluguei havia o livro de Louis Lyons que contém a história que abre o primeiro capítulo deste livro. Essa pode ter sido a faísca inicial.

Meu modelo original era simples: oferecer aos investidores números que resultassem em previsões melhores e de prazo mais longo em lugar das mudanças trimestre a trimestre nos lucros de que eles tanto gostam. Assim, os investidores incentivariam os executivos a intensificar o foco na saúde de longo prazo de suas organizações. Se o mercado for eficiente, produtos editoriais melhores e prestação de serviços à comunidade são outras formas de agregar valor a uma empresa jornalística.

Não faltam estudos históricos que mostram correlações entre jornalismo de qualidade e sucesso empresarial, como constata Esther Thorson, da Universidade do Missouri, em sua resenha sobre esses estudos.1 Mas há dois problemas. O primeiro é a dificuldade de demonstrar que o jornalismo de qualidade é a causa do sucesso financeiro, e não seu resultado marginal. Durante minha vida, li muitos jornais ruins que ganharam dinheiro e vi como a personalidade do dono pode ser fator decisivo na determinação da qualidade. Mas, mesmo se conseguíssemos reunir dados suficientes para produzir a equação qualidade-sucesso de forma a convencer os investidores, ainda enfrentaríamos outro problema. Não estamos num universo imutável. O modelo de negócios dos jornais tem sido transformado de tal modo pelas novas tecnologias que a fórmula do sucesso pode mudar de modo inesperado. O passado nem sempre é o prólogo.

No último século, o bom jornalismo sobreviveu — mesmo sem prevalecer sempre — a muitas mudanças tecnológicas. A internet é
apenas o mais recente de uma série de avanços que contribuíram para a “segmentação” da mídia. O sociólogo Richard Maisel documentou essa tendência há mais de trinta anos, quando a internet ainda não existia e os computadores pessoais eram caros e raros. Ele viu que o setor da mídia de massa se contraía quando comparado ao resto da economia, e que a
mídia especializada se expandia para ocupar os espaços vazios. Maisel viu isso acontecer num amplo espectro de tipos de mídia. O número de espetáculos off-Broadway, realizados em teatros menores, aumentava enquanto a quantidade de espetáculos menos especializados da Broadway diminuía. Salas de cinema eram projetadas com menos poltronas. O ramo dos livros técnicos crescia mais que o dos livros de ficção. Revistas bimensais e trimestrais tinham melhores resultados do que as mensais e semanais. A publicidade nacional nos jornais crescia menos do que os anúncios do varejo local, e a forma mais especializada de publicidade, os classificados, crescia mais do que todas as outras.2

Ao atender de modo cada vez mais eficiente quem busca informação segmentada, a internet acelera essa tendência em direção a públicos menores. Por que checaríamos o valor de fechamento de ontem da nossa ação favorita num jornal quando podemos saber o preço de meia hora atrás na internet? O jornal “guarda-chuva” deve grande parte de seu sucesso à habilidade de oferecer um mosaico de interesses específicos, mas deixou de ser o meio mais eficiente para atrair esses interesses.

A quebra do paradigma dos modelos de negócio vigentes pelas tecnologias substitutivas é uma história antiga na administração norte-americana, e uma literatura volumosa foi desenvolvida em torno dessa questão. As antigas indústrias se agarraram tempo demais à forma de fazer negócios a que estavam acostumadas e tornaram-se alvos fáceis para os novos concorrentes, que não carregavam o peso da tradição. A questão do jornalismo de qualidade e do sucesso empresarial deve ser examinada nesse contexto.

No início, eu esperava provar que um determinado investimento em dinheiro no jornalismo de qualidade produziria um retorno previsível em dinheiro mais do que suficiente para justificar o gasto. É provável que isso seja possível, e as evidências neste livro oferecem alguma sustentação para essa idéia, mas não se aproximam do nível de precisão que animaria um investidor.

O maior valor deste livro é a proposta de um modelo de análise dos novos empreendimentos que sustente nosso apreço intuitivo pela qualidade e, mais importante, que possa ser transferido para qualquer estranha forma de mídia que divulgue notícias no futuro. As formas novas mais interessantes estão sendo inventadas por não-jornalistas, que, freqüentemente, ignoram a cultura de verdade e justiça que possibilitou a predominância dos melhores órgãos de imprensa. Esse não é um problema intransponível, desde que existam experiências variadas em curso para permitir que a verdade e a justiça venham à tona. A seleção natural fará esse trabalho. Talvez possamos ajudá-la.

Este livro é uma tentativa de isolar e descrever os fatores que fizeram o jornalismo funcionar como negócio no passado e manter o que pode continuar a fazê-lo funcionar em meio às mudanças tecnológicas do presente e do futuro. Os dois primeiros capítulos apresentam um modelo teórico para empresas jornalísticas simultaneamente sustentadas pela publicidade e socialmente responsáveis. O capítulo “Como os anunciantes tomam decisões” mostra como estes estão reagindo às novas tecnologias. Os capítulos “Credibilidade e influência” e “Medidas de capacidade” trazem o resultado da minha busca por provas de que o jornalismo de qualidade é um bom negócio. “Como os jornais foram capturados por Wall Street” reconta a história recente da crescente influência dos investidores nas empresas jornalísticas. “Salvando o jornalismo” examina o problema de atrelar as novas tecnologias aos antigos valores. E o capítulo final é um apelo por solidariedade entre homens e mulheres responsáveis pelo dia-a-dia do jornal e de quem depende, em última instância, a continuidade de seu padrão.

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Título: Os jornais podem desaparecer?
Autor: Philip Meyer
Assunto: Jornalismo
Páginas: 272

Link para compra:
http://editoracontexto.com.br/livro.php?livro_id=374