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Porque a carreira de Poliana Okimoto merece um livro

Por Daniel Takata para SwimChannel

 

Você sabia que, há mais de 20 anos, Poliana Okimoto tem o melhor tempo da história do país para nadadoras da categoria infantil nos 400m e 800m livre? E que ela é a segunda nadadora mais velha da história da natação feminina a subir no pódio olímpico?

Essas e muitas outras informações sobre a consagrada nadadora você poderá conferir em sua biografia, que tem seu lançamento marcado para o dia 8 de julho de 2017. A autoria do livro é deste que vos escreve, Daniel Takata, e de Helio de la Peña. O evento ocorrerá em São Paulo, na Livraria da Vila, na Vila Madalena, na Rua Fradique Coutinho, 915, a partir das 15h.

O lançamento contará com a presença de Poliana, e os 100 primeiros ganharão uma réplica da touca que ela usou por ocasião da conquista do bronze olímpico, na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Para quem não puder se fazer presente, a pré-venda já está aberta no site da Editora Contexto neste link.

Histórias como a ascensão meteórica na carreira ao trocar provas de piscina pelas de águas abertas, conquista de medalha em Mundial com o tímpano perfurado, a depressão após um resultado olímpico frustrante, o nível de dedicação e comprometimento quase inacreditável… Está tudo lá.

Mas, afinal, como esse livro se materializou?

O motivo óbvio ululante é a medalha de bronze olímpica conquistada no ano passado. O objetivo de uma vida, o ponto máximo de uma carreira.

Durante a Olimpíada, tive a honra de dividir bancada em programas do SporTV com diversos expoentes em suas áreas.

Um deles, o consagrado humorista Helio de la Peña, famoso por seu trabalho no Casseta e Planeta, da Rede Globo.

O que talvez alguns não saibam é que Helio ama natação. É frequentador assíduo da praia de Copacabana, onde treina com a equipe Gladiadores, liderada por Luiz Lima. E pode ser encontrado com frequência disputando algumas das principais provas de águas abertas, como o Rei e Rainha do Mar. Durante a Olimpíada, abasteceu seu blog com textos bem-humorados e informativos (veja aqui).

Segundo o próprio, um dos seus grandes orgulhos na vida esportiva foi ter nadado a Travessia dos Fortes de 2010 ao lado da Poliana. “Quer dizer, ao lado não: lá atrás, bem atrás!”

Por isso, foi escalado pelo SporTV para fazer a cobertura das provas olímpicas de águas abertas. E viu de perto a conquista da nadadora. “Pode parecer idiota, mas tenho um imenso orgulho de ela ter conquistado a medalha no local onde treino”, me confidenciou.

Não, não é nada idiota, Helio. É o poder do esporte e de um ídolo. Se Helio se sentia daquela maneira em relação à conquista de Poliana, muitos outros também deveriam partilhar de um sentimento semelhante.

Foi daí que surgiu a ideia da biografia. Poliana é a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica nos esportes aquáticos. Conseguiu a única medalha da natação do país na Olimpíada do Rio de Janeiro. Foi a primeira nadadora brasileira a subir ao pódio em um Mundial. A lista de feitos na qual ela é pioneira é grande. Se esses motivos não são suficientes para ela ter sua história eternizada em um livro, não sei quais seriam.

É preciso fazer um agradecimento especial à Editora Contexto, que abraçou o projeto desde o início e o apoiou da melhor forma possível. A editora tem um histórico de publicações esportivas, com autores como Milton Leite, Marcelo Barreto, Mauro Beting, Maurício Noriega e outros. Sabemos que livros de natação não são comuns no mercado editorial, por isso todo agradecimento é pouco pelo investimento que a editora fez no projeto.

O trabalho de coleta de informações foi grande. A busca por pessoas que fizeram parte da vida e da carreira da nadadora foi incessante, assim como a procura por notícias e resultados em jornais e arquivos antigos. Nesse ponto, o apoio de Poliana e de seu técnico/marido Ricardo Cintra foram essenciais. Sempre solícitos e à disposição para qualquer coisa necessária para o projeto vingar, sejam as longas entrevistas, sejam as fotos cedidas, seja por facilitar o contato com pessoas importantes no projeto, o meu mais sincero agradecimento.

A experiência e a visão de Helio também foram fundamentais. Para ele, era essencial focar no lado humano de Poliana, de modo com que o leitor pudesse se identificar ainda mais com a nadadora. E, com texto leve e irreverente, traduz com maestria o sentimento do que a medalha olímpica conquistada por Poliana representa para um nadador amador como ele.

Outro ponto fundamental do projeto é o resgate e a preservação da memória da natação brasileira. A conquista de Poliana estará eternizada na publicação, mas fizemos questão de relembrar ao longo do texto outras grandes conquistas da natação do país, como as medalhas olímpicas anteriores – especialmente a primeira, obtida pelo também descendente de japoneses Tetsuo Okamoto.